Quarta-feira, Junho 04, 2008

Serra de Guara, Huesca, Espanha

Este espaço natural localiza-se um pouco a nordeste de Huesca, Espanha, no sopé dos Pirinéus.

Actualmente esta reserva natural estende-se por quase 47.450 hectares e a área protegida que a circunda acrescenta mais outros 33.750 hectares a esta contagem.

Antes do turismo de natureza começar a ser considerado como boa alternativa para quem tirava uns quantos dias de férias, a Serra de Guara tinha pouco para oferecer se comparado com algumas zonas contíguas. A obra humana que encontramos por estas paragens, apesar de interessantes, não o são em suficiente grau para competir com outra localidades.

Por aqui encontramos locais como Alquezar ou Rodellar, verdadeiras pérolas que ainda conservam as características das vidas de outrora e que nos oferecem a beleza de singulares csarios que se confundem com a paisagem calcária.

Ao subirmos a algum ponto mais alto, a vista alcança montes e outeiros que nos fazem recordar paisagens alentejanas.

Os grandes monumentos desta terra não estão à vista para consumo rápido., antes convidam-nos a largar o carro, calçar as botas e ir à descoberta.

Com muita calma e paciência a água dedicou-se a esculpir o maciço calcário escavando majestosos canhões que atravessam a serra de forma labiríntica.

As águas destes rios escultores são de um raro azul turquesa e o que aqui não falta são antigas pontes que as gentes construíram para aproximar povoações que estariam afastados caso por pouco que fosse a distância que as separa.

Os caminhos aquáticos são labirínticos, passam por debaixo de grandes pedregulhos que se encavalitaram em cima de outros pedregulhos, precipitam-se por cascatas e abrandam em zonas mais largas onde somos convidados a parar e usufruir do espaço mágico que nos rodeia.

Ao terminarmos um destes caminhos voltamos a subir a um dos montes e voltamos a ver que a vista não alcança mundos mágicos que estão onde repousa ou nosso olhar mas que estes mundos não se deixam ver pelo viajante preguiçoso ou desatento.

Vale a pena a viagem.

David Monteiro