A parte mais dura de escrever os artigos talvez seja o momento de escolher as fotos que colocamos porque há tantas fotos que acho fantásticas e que gostava aqui mostrar que me dói ter que escolher, mas … lá tem que ser.
Comecei a rever as fotos da caminhada da Linha do Douro para recuperar o artigo desta actividade que aconteceu em Maio deste ano e a palavra que não me sai da cabeça e que acho que define um pouco a actividade é: doce.
As mentes tortuosas que começam a pensar “Os danados passaram o fim-de-semana a encharcarem-se de sobremesas” desenganem-se que o doce é só a sensação pois de sobremesas só mesmo o arroz doce fantástico que comi na sexta, no hotel onde ficámos … excelente.
A dona do hotel em São João da Pesqueira, onde ficámos alojados, teve a amabilidade de nos servir um jantar incrível já seriam umas onze horas da noite.
Toda preocupada a senhora não queria que fossemos dormir sem jantar … nem nós queríamos semelhante barbaridade … e disse que só lhe restava a alternativa de requentar uma carne com ervilhas, etc etc … epah … que petisco. Depois, talvez vendo uns quantos olhos esbugalhados a olhar para o jantar perguntou se queríamos provar arroz de tamboril que tinha feito, fiquei a saber que o “provar” significava trazer uma travessa de arroz de tamboril.
Escusado será dizer que … provámos :)
A rematar veio o arroz doce que me ficou na memória.
Em Maio já pensava que o bom tempo tinha chegado para ficar e que o curto Inverno deste ano tinha dado lugar a uma longa Primavera mas não calculava que pudéssemos ter tão bom tempo nesta altura do ano.
Talvez por sistema, ou mania, coloquei na mochila um impermeável que acabou por não servir para nada, nem para abrigar do vento que era inexistente.
Esteve um fim-de-semana muito agradável, com um bom tempo impressionante e soubemos que em Lisboa choveu (ehehehe bem feito para que os preguiçosos vejam o que perderam eheheh)
A Estefânia, nossa anfitriã, guiou-nos através de veredas, vinhas, pontes e quintas espetaculares.
Um dos pontos altos foi sem dúvida a visita à Quinta do Vesúvio, a famosa quinta da Ferreirinha, onde tivemos a sorte de ter um dos actuais donos como cicerone.
Apaixonadamente contou-nos um pouco da história da quinta e explicou-nos o processo de fabrico que da tão simples até nos dá a sensação que conseguimos sair dali e ir fazer vinho. Aconselho uma espreitadela ao site do local: http://www.quintadovesuvio.com/
Como o percurso aconteceu ao longo da Linha do Douro, optámos por uma solução airosa para o regresso: fretámos um pequeno iate para nos trazer de volta.
Não podia ter sido melhor.
Lembro-me de ter chegado ao hotel e ao começar a tomar o banhinho ter a agradável sensação de “descansado”.
O dia ainda nos reservava mais uma viagem engraçada e esta numa barcaça que nos levou à outra margem do rio para jantar peixinhos do rio.
É claro que o facto de serem fritos é mau para o colesterol blá blá blá … mas não sobraram … que é o que acontece quando se junta o apetite com um bom jantar.
Querem que eu descreva o jantar??? Pois imaginem :)
No domingo decidimos ser mauzinhos para a Estefânia e pedimos que nos guiasse por São João da Pesqueira com uma visita improvisada (eheheh) e o feitiço virou-se contra o feiticeiro e surpreendeu-nos com uma visita muito interessante e tenho a certeza que nenhum de nós pensava que tanto havia por dizer sobre a vila.
Antes de darmos início à nossa caminhada propriamente dita, fomos até ao miradouro de São Salvador do Mundo desde onde temos uma vista fantástica sobre o Douro, foi uma forma fantástica de começar o dia.
O domingo foi marcado pelo comboio, pois começámos por apanhar o comboio até ao local de partida que coincidiu com o final da caminhada do dia anterior e dali fizemos uma caminhada até à Barragem do Pocinho.
O dia anterior tinha sido tão intenso e diversificado que o domingo serviu para descontrair e gozar verdadeiramente da paisagem que no dia anterior nos embriagava.
Caminhámos só durante a manhã para regressarmos cedo a Lisboa.
No Pocinho apanhámos o comboio de regresso e tivemos a oportunidade de ver os painéis de azulejos que caracterizam a Estação da CP, são autênticas obras de arte.
Regressei a Lisboa com esta sensação de doce e a ideia convicta de que voltarei ao Douro para outras actividades.
Bem-hajam,
David Monteiro




