
Caros(as) Associados(as)
Sobre a actividade em questão há algo que quero partilhar convosco, e reza assim:
Costumo ir ao local indicado no desafio mas reparo agora que esse é um hábito que nunca se manifestou no Verão.
Surgiu-me a oportunidade de ir lá correr no domingo, dia 16, e acabei por viver uma experiência alucinante e que agora quero partilhar convosco.
Para quem não tenha tomado atenção anteriormente, o espaço localiza-se na zona do Miratejo e estende-se ao longo do Sapal de Corroios até à Ponta dos Corvos que é o extremo deste espaço e fica mesmo em frente ao Seixal, na margem oposta.
A Ponta dos Corvos é uma zona muito “populuxa” e pimba mas com graça por isso mesmo, baseando este comentário por aquilo que conhecia até ao dia desta experiência.
O trajecto começa com uma estrada de terra batida que ladeia a Base do Alfeite até à margem do Tejo. À nossa direita, desde o início ao fim do trajecto, temos todo o Sapal de Corroios.
Comecei a correr seriam cerca das 18:00 e a procissão de carros que vinha em sentido contrário ao meu era infindável e levantava uma nuvem de pó altamente desagradável em especial porque esta é uma zona mais fechada com um muro de um lado e vegetação do outro.
Aproximava-me do final desta primeira etapa comecei a ficar preocupado porque via muito fumo e receei que estivesse a acontecer um incêndio … mas não. Quando o vento ficou contra mim percebi, pelo cheiro, que o fumo era provocado por um batalhão de grelhadores que freneticamente assavam febras, sardinhas … incrível.
Mau, mau Maria … isto começa mal …
Continuando a correr, aparece uma zona mais aberta e daí ser mais arejada, tendo abrandado a procissão de carros velhos com música alta e o pó já não se fazia sentir.
Nada me fazia prever o cenário que ainda vinha presenciar.
No final deste percurso encontramos a tal zona chama Ponta dos Corvos.
Ao chegar ao local percebi perfeitamente a “organização” do espaço … estava dividido em “tribos”.
Tribo chinfrineira
Tribo High Class
Continuado a subir na hierarquia …
A tribo de todas as tribos … agora esta é “A Tribo”
E a festa acontecia :)
Nota: Outras tribos havia mas dado o seu nível mais baixo em termos de posição hierarquia, não têm direito a relato.
Posto isto, acho que não devemos ir perturbar este ecossistema e a actividade será cancelada ou deslocada.
Pedi a um companheiro que investigue a possibilidade de irmos para os lados da Ericeira mas parece que o tal percurso afinal é só uma amostra (3Km’s) … lamento mas neste momento estou sem opções para substituir esta actividade. No entanto, se vier a lembrar-me de novas opções logo vos direi.
Abraço,
David Monteiro
Tribo chinfrineira
Colocados à entrada do lado esquerdo.
Agrupados em pequenos clãs à roda de mesas de pic-nic em que cada clã fazia o máximo de ruído que conseguia, com o tipo de dispositivos que detinha, fossem esses dispositivos, rádios manhosos, crianças atarantadas, maridos bêbados ou mulheres histéricas.
Nenhum destes dispositivos era suficientemente potente para abafar a chinfrineira do clã vizinho mas todos em conjunto provocação um efeito … como direi? … bombástico.
Tribo High Class
Esta tribo usufruída do espaço comercial que antes eu tinha dito que tinha graça … tinha.
Aqui vive-se à grande e só para quem tem recursos para vir pagar as febras, os couratos e as “mines”.
Aqui há umas mesas e cadeiras de plástico ao redor de chapéus de sol, podendo usufruir-se a todo o momento do aroma dos grelhados que vão acontecendo.
Quem está na esplanada ou 50m ao redor, tem o prazer de usufruir da música(?) vítima da actuação de um grupo, seguramente primos do Jaquim da Garça e da Maria Umbelina que actuam nas festas de Verão da Mina de São Domingos, mas nunca com tanta qualidade, se tal é possível.
O palco patrocinado por uma loja de electrodomésticos da região, em tudo condiz com o contexto e a dançar estava um casalinho maravilho … high class.
Ela bamboleava o protuberante traseiro e ele, mais alto, tinha o rabinho ligeiramente espetado para fora, a mão direita espalmada na zona lombar baixa da senhora e a outra mão … no bolso das calças … adorável.
Continuado a subir na hierarquia …
A tribo de todas as tribos … agora esta é “A Tribo”
Não haja dúvida que é a malta africana que sabe divertir-se porque estes não fizeram a coisa “mais ou menos”, foram directos ao assunto e fizeram “the real thing”
Olhei e vi que havia um grupo de miúdas africanas que dançava animadamente … mais que animadamente estavam a bombar J
Aquelas ancas mexiam-se mais que qualquer misturadora fazendo vibrar os traseiros de dimensões muito respeitáveis.
Olhei para o aparelho de som e era um pequeno amplificador profissional para exterior, com respectivas colunas e perguntava-me de onde viria a energia necessária para alimentar isto quando vi uma arca frigorífica.
Não era uma arcazinha do tipo Camping Gaz, mas uma ARCA FRIGORÍFICA A SÉRIO de onde saiam as “frescas”.
Ao lado, numa mesinha, um computador portátil de dimensões reduzidas tinha um disco externo ligado, onde seguramente estariam as músicas … sublime.
E a festa acontecia :)
Nota: Outras tribos havia mas dado o seu nível mais baixo em termos de posição hierarquia, não têm direito a relato.
Posto isto, acho que não devemos ir perturbar este ecossistema e a actividade será cancelada ou deslocada.
Pedi a um companheiro que investigue a possibilidade de irmos para os lados da Ericeira mas parece que o tal percurso afinal é só uma amostra (3Km’s) … lamento mas neste momento estou sem opções para substituir esta actividade. No entanto, se vier a lembrar-me de novas opções logo vos direi.
Abraço,
David Monteiro


