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Regresso ao Vale do Douro, Portugal

Regresso ao Vale do Douro, Portugal Volto às caminhadas no Vale do Douro após uma ausência de um par de anos. Tudo começará no Porto e daqui entraremos para uma vivência plena de temas vinícolas ligados à mais antiga região (de produção de vinho) demarcada do mundo, o Vale do Douro. Gosto disto. Gosto das gentes, gosto do local, gosto do vinho e da comida e nem sei do que não gosto. Se ao longe tudo o que vemos são vinhas, quando chegamos mais perto vemos as amendoeiras, os medronheiros, oliveiras e pequenas flores silvestres a perder a conta. Em cada estação somos maravilhados de forma diferente e é isso que espero que venha acontecer no próximo ano. David Monteiro
Link para o artigo original

Vias Ferrata de Oleiros e Santa Luzia - inscreva-se

Olá, Começo a preparar as viagens e eventos para 2017. A primeira aventura programada será ir conhecer duas vias ferrata que existem na zona de Oleiros e Santa Luzia. Temos feito algumas vias ferrata em Portugal e Espanha em que pequenas histórias podem ser seguidas aqui: https://montesevales.net/category/via-ferrata/ Como sabem, ou calculam, são muitas mais as aventuras já concretizadas do que as histórias escritas … pelo menos por enquanto. Talvez um dia as consiga passar a escrito e nesse caminho escrever as aventuras que entretanto passámos. Nos últimos anos foram instaladas algumas vias ferrata em Portugal aumentando o pequeno número existente em Portugal. Neste pequeno país estamos atrasados em relação a vias ferrata mas cá vamos nós passinho a passinho tentar acompanhar o que outros países já fazem excelentemente. Tenho como objetivo ir visitar a via ferrata de Oleiros e a via ferrata de Santa Luzia nos finais de Abril 2017 e deixo aqui o convite a quem se quiser juntar à aven…

Caminhar nos açudes do rio Alva, Portugal

Há uns anos liderei um conjunto de caminhadas em atravessavam os açudes do rio Alva. Não sei quantos açudes terá o rio e nem é esse o objetivo neste momento. O certo é que estas estruturas sempre me fascinaram pela sua força constante e pela sua presença não impeditiva que a água corra mas ao mesmo tempo criando uma acumulação e concentração de vida por abrandar a sua fluência. Os percursos foram desenhados para cruzar o rio várias vezes caminhando em cima das represas pelo que o grande desafio foi conjugar a meteorologia o mais favorável possível com o caudal do rio Alva suficientemente forte para ter alguma massa de água que fosse interessante mas, ainda assim, que se deixasse cruzar sem que a água arrastasse os caminhantes enquanto estes caminhavam em cima dos açudes. Os grupos de caminhantes eram constituídos sempre aceitando esperar pela melhor altura para ir fazer o percurso pedestre. Também há a considerar que essa “avaliação” era empírica e feita desde Lisboa mas com base na …

(Re)Andar de bicicleta

Andar de bicicleta dá-me uma imensa sessão de liberdade. Não duvido que o mesmo possa acontecer com outras actividades para outras pessoas mas para mim quando ando de bicicleta é quando sinto esta sensação de forma mais vincada. Tal como tantas outras pessoas, quando era miúdo andava imenso de bicicleta mas por qualquer motivo que não consigo perceber deixei de o fazer.
Passei muitos anos sem andar de bicicleta até que há uns dez anos, por insistência do meu amigo Zé Gil, acabei por voltar a pegar numa e nunca mais consegui afastar-me muito tempo de uma bicicleta. Como qualquer (re)iniciado, a princípio andava pouco tempo, fazia distâncias muito curtas mas tinha muito prazer nisso. Naturalmente as ditas voltinhas começaram a ser mais longas, para locais mais interessantes e o desnível ia deixando de ser um entravo. Claro que experimentei várias “modalidades”, claro que ao praticar BTT caí até e aleijei-me ao ponto de pensar que talvez esta não fosse uma actividade para mim. Afinal de …

Relaxando em São Jorge e contemplando o Pico

É fim do dia e acabei a minha sessão de alongamentos após um belo dia de caminhada em São Jorge, o paraíso açoriano para caminhantes, e daqui contemplo o Pico. Ouvia uma música enquanto me esticava. Já a tinha preparado para este momento de descompressão. Relaxo, calam-se as vozes da minha cabeça, instala-se o silêncio que agora é preenchido pela melodia e deixo-me levar na onda. No fim da sessão sinto uma leve sonolência que não me adormece mas me mantém a pairar a um palmo do chão. Usufruindo desta sensação deslizo até ao sofá onde me espera o meu sábio e silencioso amigo tinto. Confraternizo com este amigo enquanto o seu curto futuro assim permite e entretanto vou contemplando o Pico e aproveitando do que resta deste dia de sol. Já não oiço a música, só mesmo a minha respiração e o insistente bater do coração que agora bate mais espaçado. Há coisas boas na vida. Bem-hajam, David Monteiro

Artigo original Nota: a fotografia foi tirada nas instalações da Quinta de São Pedro

Desafio fotográfico para sábado, dia 21 de Janeiro

Dei conta que são raras as fotografias que tenho da Arriba Fóssil e nem entendo porquê. Talvez seja um daqueles locais que estando próximo injustamente nos esquecemos da sua existência. Adoro o local. Tem imensa intensidade de cor, texturas, formas variadas e torna-se irresistível à fotografia. Porém, não o considero fácil de fotografar. Há sempre algo que me parece que não consigo captar e seguramente não é culpa do local. No próximo sábado, dia 21 irei voltar aqui para caminhar e fotografar. O pôr-do-sol será às 17:45 e antes disso quero fazer uma pequena caminhada pela Arriba Fóssil e merendar algures a ver o mar, mesmo implicando andar a carregar com o equipamento fotográfico … faz parte. Assim sendo, quero começar a caminhar às 14:30 pela Arriba. Quem se quiser juntar neste passeio tem como única condição estar registado no blog www.montesevales.net , tanto para participantes como acompanhantes. Não sendo um evento comercial, não haverá qualquer contrapartida nem obrigação para al…

Peddy Paper Montes e Vales

Um Peddy Paper é uma atividade animada e que dá excelentes momentos de descontração conjunta.
À primeira vista não parece fazer sentido que uma organização que faz atividades de montanha faça também Peddy Papers de cidade mas é o que acontece e há razões de fundo para tal. Em muitos passeios guiados por Lisboa, Porto e outras cidades portuguesas, fomos observando que o nosso conhecimento das cidades quer ao nível da História quer a outros níveis, permitia brincar com os temas transpondo para a cidade o que já faziamos em outras atividades. Efetivamente, fizemos muitas atividades fora de contexto urbano em que houve muita animação tal como música, dança e representações teatrais para além da atividade principal e a grande maioria dos participantes gostaram. Ao analisar a possibilidade de fazer Peddy Papers deparámo-nos com a forma aborrecida e pouco profissional como outras organizações faziam essas atividades e tivemos receio que nos comparassem. Finalmente tomámos coragem e há cerca…

Caminhada do Forte do Guincho ao Cabo da Roca

O trilho que une o Forte do Guincho ao Cabo da Roca é um clássico das caminhadas nos arredores de Lisboa.
Não há organização (empresas, associações, grupos informais, et, etc) que não o tenha feito. É um trilho fabuloso, daqueles que não nos cansamos de repetir e que tem os seus encantos próprios dependendo da época do ano em que o percorremos. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que o fiz, foi em Junho de 2000, o dia mais quente desse ano … bom, até pode não ter sido mas foi a sensação que tive nessa altura. Do Forte do Guincho ao Cabo da Roca são 8Km com 830m de desnivel positivo. Naturalmente o comprimento e o desnível do dependem sempre de qual o percurso exato que façamos, dado que ao longo do traçado existem muitas opções. Sendo um percurso de travessia tem sempre o problema do regresso ao ponto de partida e aí começam a surgir as pequenas complicações, os carros de um lado para trazer os condutores, o autocarro às horas estranhas, o táxi e acredito que um conjunto de outra…

Caminhar no Vale do Bestança, para além do Vale do Douro vinhateiro

Vamos aqui explorar o vale do rio Bestança caminhado ao longo das suas margens. No artigo anterior referi que existe uma área do Vale do Douro que é menos conhecida que a região demarcada, é o vale do rio Bestança e a sua foz. O rio Bestança nasce na Serra de Montemuro e vai desaguar no rio Douro. No seu caminho de vida traçou um vale que merece a pena conhecer. Longe dos olhares mais turísticos estão locais como Boassas ou Tendais, locais pacatos onde a vida acontece com poucas modernices. Por esses lados já se vai tendo cobertura de telemóvel e outras comodidades atuais mas o que é verdadeiramente importante tal como a boa mesa, as boas casas e boa gente tudo isso há e sempre houve em abundância. Os animais cruzam as aldeias a caminho dos currais e as gentes são amáveis, param sempre para dar dois dedos de conversa e saber se necessitamos de alguma coisa. É um paraíso para caminhadas. Há uma infinidade de possibilidade de trilhos e se explorarmos bem o local temos como recompensa e…

Caminhada no Vale do Douro vinhateiro e fora da região demarcada

Não me canso de andar pelas vinhas e ao longo das margens do rio Douro.
Já tanto se escreveu sobre o Vale do Douro que creio que já não existem adjetivos que sobrem para descrever o Vale do Douro ... sim é bonito. Mas não é sobre isto que quero escrever. Há várias facetas do Vale do Douro que acho interessante observar e uma delas é o Vale do Douro vinhateiro, a região demarcada que todos conhecemos mas também há o Vale do Douro que está fora desta classificação e aí já um tanto desconhecida. Liderei caminhadas pelo Vale do Douro vinhateiro durante uns anos e tive oportunidade de percorrer imensos trilhos, alguns dos quais, creio que os melhores, liderados por guias locais. Tive também oportunidade de liderar caminhadas noutras zonas menos conhecidas da maioria dos caminhantes como seja o lindo vale do Bestança. Neste texto partilho algumas fotografias do Douro vinhateiro e publicarei outro texto com algumas perspetivas do outro Vale do Douro que adoro. Divirtam-se. David Monteiro Fo…

Caminhando entre Lagos e Burgau

A costa algarvia é formada por areia compacta. Claro que sei esta é uma forma tosca de fazer referência a esta formação rochosa mas dou mais vantagem à explicação desta caminhada entre Lagos e Burgau.
Esta areia de cor amarelada combina na perfeição com as restantes cores quentes da paisagem. É como se fosse um quadro em que o artista nos quer transportar para finais de dia de verão mas com toda a perfeição que só a Natureza consegue. O trilho de 15Km que liga Lagos a Burgau segue sempre pela costa, sem grande desnível, é excelente como caminhada tranquila. Para além de uma paisagem de mar fantástica, nesta caminhada há outros atrativos tal como: Farol da Ponta da Piedade em Lagos;As grutas na Ponta da Piedade;As ruínas romanas da Praia da Luz;A vista de mar das arribas. No entanto, há algo que é curioso de observar: poucos são os portugueses que encontraremos a caminhar ao longo de todo o percurso. Confesso que sempre olhei para a costa algarvia sem ver qualquer interesse para caminh…

Do Montijo ao Barreiro em bicicleta

O trajeto de bicicleta entre o Montijo e o Barreiro é uma agradável surpresa. Os nossos preconceitos face a alguns locais acessíveis em conjunto com o fascínio por lugares que desconhecemos mas que outras pessoas elogiam fazem frequentemente com que negligenciemos locais de forma estúpida e injusta. Em 2014 comecei a traçar uma rota de bicicleta entre o Montijo e o Barreiro. Como lisboeta que sou, ainda que seja um lisboeta que viveu muitos e bons anos na margem sul, reconheço em muita gente o olhar incrédulo quendo falo em ir fazer este percurso de bicicleta. O que vos digo é que nada podia ser mais palerma. Há um conjunto de ciclovias antigas que em conjunto com caminhos de terra batida e alguns troços de estradas secundárias faz um percurso tranquilo, completamente plano, com excelentes momentos de vista sobre Lisboa num total de 38Km. Naturalmente que há uns locais que não têm qualquer interesse, mas na sua grande maioria é um excelente passeio. Não é um trilho para "duros&q…

Caminhar na levada de água da Lousã

Uma levada de água escondida a meio de uma encosta, num vale tão bem conservado é uma pedra preciosa na Lousã. Ainda por cima, água sempre foi um recurso precioso em qualquer parte do mundo e aqui não é excepção.
Neste caso a importância da água fica acrescida pela sua capacidade de gerar eletricidade através da força que exerce ao cair de certa altura. Mas para que tal aconeteça foi necessário construir uma levada por onde a água pudesse fluir mas sem perder grande altitude. O resultado foi uma levada de água com cerca de 2Km ao logo do vale e com um zona lateral que permite caminhar. Como aceder a esta levada de água? (opções) A partir da Senhora de Piedade (Lousã) encontramos um pequeno trilho que nos leva ao Talasnal. Nesta aldeia podemos provar um pequeno bolo chamado Talasnico e depois encontrar um trilho que desce em direção ao vale. O trilho mencionado terminará uns 150m antes de chegar à levada de água pelo que será necessário abrir caminho através da vegetação. Descendo sempr…

Caminhar Foz do Lizandro

Gosto de olhar para as caras de espanto dos participantes quando, nesta caminhada da Foz do Lizandro, chegamos ao local desde onde esta fotografia é tirada. 
Encontramo-nos numa estrada secundária que dá acesso a um conjunto de casas em espaço rural e é um sítio pouco interessante quando todos esperavam participar numa caminhada com uma paisagem invulgarmente bonita. "Não desesperem", costumo dizer, "porque após 1,5Km de caminhada tudo será diferente", rapidamente o espaço abre-se para deixar transparecer a Foz do Lizandro e todos entendem a razão de ser da caminhada, é um local fantástico. Há várias opções para esta caminhada sendo que, a que considero mais curta tem cerca de 6km rodeando um pequeno monte onde no topo encontramos o marco geodésico São Julião. O trilho que refiro passa pela praia de São Julião onde podemos encontrar o bar de praia que serve uns magníficos pastéis de carne. Divirtam-se. David Monteiro