terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Do Montijo ao Barreiro em bicicleta

O trajeto de bicicleta entre o Montijo e o Barreiro é uma agradável surpresa.

Os nossos preconceitos face a alguns locais acessíveis em conjunto com o fascínio por lugares que desconhecemos mas que outras pessoas elogiam fazem frequentemente com que negligenciemos locais de forma estúpida e injusta.
Em 2014 comecei a traçar uma rota de bicicleta entre o Montijo e o Barreiro.
Como lisboeta que sou, ainda que seja um lisboeta que viveu muitos e bons anos na margem sul, reconheço em muita gente o olhar incrédulo quendo falo em ir fazer este percurso de bicicleta.
O que vos digo é que nada podia ser mais palerma.
Há um conjunto de ciclovias antigas que em conjunto com caminhos de terra batida e alguns troços de estradas secundárias faz um percurso tranquilo, completamente plano, com excelentes momentos de vista sobre Lisboa num total de 38Km.
Naturalmente que há uns locais que não têm qualquer interesse, mas na sua grande maioria é um excelente passeio.
Não é um trilho para "duros", nada disso, é um passeio de bicicleta.
Não me canso de repetir este passeio.
Divirtam-se.
David Monteiro

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Caminhada nos Estreitos do rio Ébron, Espanha


Gosto muito de pensar que há caminhadas que servem um fim que não somente a caminhada em si mesma e a caminhada nos Estritos do Rio Ébron é um exemplo perfeito.


O rio Ebron é um caso curioso de um rio que nasce e termina no mesmo rio, é afluente do rio Turia e nele vai desaguar.
No seu curto percurso passa por um canyon a que foi dado o nome de Estrechos del Ébron e onde foram construidas umas passarelas de metal que permitem que caminhemos dentro do canyon sem ser dentro de agua.
Assim é, as passarelas estão por vezes a um palmo da água outras vezes um pouco mais alto mas nunca mais do que 1,5m de altura.
Para aceder ao local foi equipado um caminho com estruturas de ferro que "animam" a caminhada e umas pontes de madeira muito elegantes. Tornou-se uma caminhada com muito charme.
Este caminho de 11Km une Tormón a El Cuervo. É um percurso de travessia essencialmente dentro do canyon mas que tem zonas onde podemos tomar banho.
Esta caminhada torna-se especialmente interessante quando o objetivo é o banho e os salto para as pequenas lagoas de agua cristalina.
Já aqui fui algumas vezes e sem dúvida que é em pleno Verãoque mais gosto.
As paredes do canyon fazem sombra e refrescam o local e tornam todo o caminho uma fabulosa forma de fugir ao calor. Claro que está que parar para tomar banho é obrigatório.
Aqui voltarei em breve com um grupo de pessoal animado.
David Monteiro

sábado, 2 de janeiro de 2016

Arquitetura Mudejar em Teruel, Espanha


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Arquitetura mudejar é Património da Humanidade classificado pela UNESCO e Teruel é uma das cidades onde é melhor representada.


Em 711 DC os mouros atravessaram aquele que é hoje conhecido como o Estreito de Gibraltar e em cerca de 15 anos tinham conquistado toda a Península Ibérica salvo alguns redutos cristão como foi o caso de Covadonga.
Naturalmente que esta ocupação trouxe alterações profundas à civilização visigótica que anteriormente ocupava este território. Hoje em dia podemos visitar monumentos impressionantes como seja o Alhambra ou a Mesquita de Córdoba que são magníficos exemplos de estilos trazidos por esta nova cultura.
Esta ocupação durou cerca de 700 anos, se contarmos o tempo entre a Batalha de Guadalete entre 19 e 26 de Julho de 711 e a Guerra de Granada que dura entre 1482 e 1492 e definitivamente põe fim à ocupação muçulmana.
Após a invasão moura dá-se início ao processo da Reconquista por parte do povo visigodo que talvez tenha começado em 722 com a rebelião de Pelayo em Covadonga.
Ora bem, de 722 a 1492 que é o período da Reconquista, decorrem mais de 700 anos e durante esse período há uma lenta transição de regresso à cultura cristã e nessa transição aparece um estilo arquitectónico que integra elementos moriscos com elementos góticos, é o estilo que ficou conhecido como mudejar.
Este tipo de arquitetura único no mundo por si só é digo de uma viagem.
Sou um apaixonado por História e o período de ocupação muçulmana capta a minha atenção de maneira muito particular daí que este tipo de arquitetura me é muito querido.
Gosto de passear pelo centro de Teruel e imaginar como seriam os dias quando estes edifícios foram construídos e o espanto e admiração das gentes daquela altura.
Não faltam monumentos para visitar em Teruel e qualquer publicação turística poderá fornecer uma listagem muito completa, coisa que não pretendo fazer aqui.
No entanto, aproveito a oportunidade para dizer que a arquitetura mudejar é Património da Humanidade classificado pela UNESCO e Teruel é uma das cidades onde é melhor representada.
Apesar de não listar exaustivamente os monumentos de Teruel, há no entanto três estruturas que representam este local mais do que qualquer outra e são: O Arquivo Histórico de Teruel, a Torre de San Martin e os Amantes de Teruel esculturas que podem ser visitadas na igreja de San Pedro em Teruel.
Tracem uma rota como mais gostarem e visitem Teruel a pé, é uma excelente caminhada e não muito longe da cidade há locais fantásticos para caminhar que irei descrever em posts futuros.
Divirtam-se.
David Monteiro

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Caminhar na levada de água da Lousã

Uma levada de água escondida a meio de uma encosta, num vale tão bem conservado é uma pedra preciosa na Lousã. Ainda por cima, água sempre foi um recurso precioso em qualquer parte do mundo e aqui não é excepção.


Neste caso a importância da água fica acrescida pela sua capacidade de gerar eletricidade através da força que exerce ao cair de certa altura. Mas para que tal aconeteça foi necessário construir uma levada por onde a água pudesse fluir mas sem perder grande altitude.
O resultado foi uma levada de água com cerca de 2Km ao logo do vale e com um zona lateral que permite caminhar.
Como aceder a esta levada de água? (opções)
  1. A partir da Senhora de Piedade (Lousã) encontramos um pequeno trilho que nos leva ao Talasnal. Nesta aldeia podemos provar um pequeno bolo chamado Talasnico e depois encontrar um trilho que desce em direção ao vale. O trilho mencionado terminará uns 150m antes de chegar à levada de água pelo que será necessário abrir caminho através da vegetação. Descendo sempre encontra-se a levada de água e com um passo mais largo conseguimos passar para o lado onde podemos caminhar e esse é o caminho que nos levará ao ponto de partida.
  2. Há uma entrada para a levada na EN236 mais precisamente em N40° 05.470' W8° 12.814'. Da Lousã até ao local pode-se usar um táxi e o regresso será caminhando na levada de água.
Divirtam-se.
David Monteiro

Caminhar Foz do Lizandro

Gosto de olhar para as caras de espanto dos participantes quando, nesta caminhada da Foz do Lizandro, chegamos ao local desde onde esta fotografia é tirada. 


Encontramo-nos numa estrada secundária que dá acesso a um conjunto de casas em espaço rural e é um sítio pouco interessante quando todos esperavam participar numa caminhada com uma paisagem invulgarmente bonita.
"Não desesperem", costumo dizer, "porque após 1,5Km de caminhada tudo será diferente", rapidamente o espaço abre-se para deixar transparecer a Foz do Lizandro e todos entendem a razão de ser da caminhada, é um local fantástico.
Há várias opções para esta caminhada sendo que, a que considero mais curta tem cerca de 6km rodeando um pequeno monte onde no topo encontramos o marco geodésico São Julião.
O trilho que refiro passa pela praia de São Julião onde podemos encontrar o bar de praia que serve uns magníficos pastéis de carne.
Divirtam-se.
David Monteiro